segunda-feira, 25 de maio de 2009

Perguntas....

Inspirada em Clarice Lispector, no primeiros filósofos (No caso os primeiros hominídeos que ao perceberem a capacidade de emitir sons e com eles formar palavras, iniciaram - não sei quando - a indagar) e em um professor que sempre questina: "Qual o seu problema?" (Risos), para nos orientar como proceder para iniciar uma pesquisa, começo, neste post, a perguntar!!!!
Minhas perguntas estão bem distantes de serem como a de Clarice, pois nas perguntas da grande "gênia" introspectiva da Literatura Brasileira, apesar de denotarem simplicidade, não eram pueris. Assim como ela mesma dizia: "Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho." Trabalho árduo, por sinal. Então, minhas indagações não serão, jamais, como as de Clarice. Além disso, suas perguntas não tinham respostas óbvias, mesmo as comprovadas cientificamente, já que a "mestra", questionava com os olhos voltados para o interior de cada um, ou seja, as verdades das interrogações da nossa vida estão dentro de cada um de nós esperando para serem descobertas. Já as minhas questões, tem respostas! Óbvias!!! Só não enxerga àqueles consumidos pela "cegueira branca" ou que não tem o poder do conhecimento, principalmente, o crítico!
Também, não indago como os grandes filósofos (ó! quem me dera!). Eles interrogavam e não esperavam as respostas chegarem prontas. Investigavam, buscavam até encontrar as suas verdades e ainda assim deixaram a pergunta: "O que é a verdade?", debatida até hoje, na contemporaneidade. Pergunto, busco (às vezes), mas paro de questionar na primeira resposta. É o comodismo. Afff.....problema!!!!
E, questionar como meu professor? Hummmm....como ele também não! Sabe por que? Por que meu professor é um homem que lê muito, é um leitor proeficiente, faz intertextualidades, intratextualidades e questiona a cada leitura que faz! Eu?! Nem passo perto!!! Leio pouco e faço poucas perguntas!
Enfim, lá vão minhas perguntas! Inclusive, bem parecidas e com verdades evidentes!

Por que certa emissora de televisão (a mais assistida), faz tanto alarde com a morte de uma criança num condomínio de luxo, indo à casa onde houve o assassinato fazer entrevista com a mãe da menina, e não faz o mesmo lá na favela com mãe que perde um, dois, ou mais filhos mortos por bala perdida ou por um desses policiais que matam porque achavam que a pessoa era do tráfico?

Por que ao falecer a menina jogada do prédio pelo próprio pai, houve tanta balbúrdia, e na mesma semana quando aconteceu o assassinato de dois meninos pela mãe, não fizeram o mesmo?

Por que a mídia é assim?

Por que eu ainda assisto isso?

Oh, o que pensar?

Escrevendo isso agora fiquei pensando: respostas há, será que um dia vão prevalecer?
E me ocorreu outra questão, que me deixou assustada: Será que alguém da tal emissora vai descobrir este texto e me processar?

Vixe!!!Fiquei com medo!!!!Mas, aí o jeito vai ser apelar para os defensores públicos e seja o que Deus quiser!!!!

Bjos para vocês que leem este simplório blog!!!!

Lindy