terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ui, que preguiça!

Andei pensando estes dias (Que maravilha! Prova de minha sanidade mental. Ainda não enlouqueci.) no comodismo, no ócio improdutivo que vivo atualmente.
Penso, mas diferente de períodos anteriores em que escrevia minhas reflexões, parei de exercitar a escrita. Logo a escrita, minha paixão!
Ando tão preguiçosa...
Hoje (09/11/10) passei por aqui e vi a quantidade de postagens dos blogs que sigo e fiquei com uma inveja enooooooorme. Pensei e logo decidi: Tchau preguiça. Deixe-me expressar meu amor pela escrita!
Trocando de assunto, relatarei uma experiência em sala de aula com alunos de 7ª série, 8º ano.
Dia 20 deste mês é comemorado o Dia Da Consciência Negra. Por isso, as escolas elaboram atividades para festejar tal dia. (As atividades deveriam ser o ano inteiro, afinal não é somente um dia que devemos refletir a respeito da pluralidade brasileira, das lutas, conquistas dos negros e de questões como preconceito ou sistema de cotas no país). Entretanto, há a preocupação maior nesta data.
Na sala de aula pedi aos estudantes um texto a respeito do entendimento do respectivo dia. A maioria me disse que não sabia o porquê, nem nunca tinha ouvido falar. Entristeci diante da situação e entendi mais uma vez que a educação no Brasil está indo pelo ralo, infelizmente.
Não é uma visão pessimista, é uma visão crítica-realista de uma professora cansada de ouvir o Governo Fereral, deputados, governadores e toda a corja de políticos dizer que a educação brasileira melhora a cada dia. Não, não melhora.
Os estudantes, no ano passado, ouviram falar e até realizaram atividades do Dia da Consciência Negra, mas não se lembram porque o assunto tratado é desinteressante para eles, aliás a escola só lhes é interessante pelo fato de ser um espaço considerado de "lazer", onde encontram amigos e namorados.
Perdoem-me o desabafo é que meu estoque de motivação necessita urgentemente ser reposto. Alguém aí tem carga sobrando?

Bjs
Até o próximo post (espero que seja logo!).