quarta-feira, 23 de novembro de 2011

De repente: vontade de escrever!

Que difícil. O quê? Por quê? Como?

De repente. As “eurekas” surgiram assim: de súbito. E, surgem os ímpetos, os insights. Eis um espirro de genialidade. A descoberta se fez. Saiu. Corre em busca do bloquinho de papel, anota ligeirinho, não saia do lugar, em pé, deitado, comendo, registra!Senão, na mesma ligeireza que apareceu, some. E aí... (as minhas palavras até hoje não voltaram).

Amados escritores incompreendidos, Pessoa e Lispector, não deixavam nada escapar ao de repente. Ele escrevia em pé, de madrugada, seguia uma mística e misteriosa criação, sua pena corria na velocidade do pensamento (é bom fazer isso!). Ela escrevia onde podia, em guardanapos nos restaurantes ou no sempre bloquinho dentro da bolsa. Seus rabiscos, também, seguiam sua voz interior. Voz que dizia: “Não retorne ao escrito. Confie!”. E, confiava.

E, mais instigante, é que as grandes invenções nasceram pela necessidade humana de acomodar-se. O homem (que trabalha com o pensamento, basicamente) desde os primórdios vive no ócio, do ócio e para o ócio. Na Grécia antiga os filósofos viviam sem ter nada para fazer (trabalho pesado era considerado sujo, digno de escravizados), aí ficavam na preguiça observando, indagando e fazendo relações da natureza com o ser humano. Nisso, surgiram grandes pensadores citados até hoje. É interessante ressaltar o quanto suas produções são atemporais. (Por isso subtende-se que... Ora, não vou entregar tudo de bandeja. Até parece que tem alguém com preguiça!).

E, para o ócio, o homem sempre viveu e viverá, quem inventou a roda estava cansado de andar a pé, quem inventou o controle remoto tavaafim de ficar mais tempo sentado ou deitado. A internet, então, maravilha dos tempos: sem sair de casa dá para comprar desde o café-da-manhã à roupa para vestir-se num evento à noite. Isso sem falar nas novas casas projetadas para fazer tudo por você. Que maravilha!!! A vida é mesmo uma ironia!

O resto é com você!

E, nesse lenga-lenga do nada, do de repente, do ops!.. caiu uma ideia aqui, esse textinho nasceu.