domingo, 3 de abril de 2011


"_ O universo é totalmente contrário, nisto os homens se alicerçam nas dualidades."

Ela esta ali recostada num canto concatenando ideias contrárias, sentindo o universo, observando as suas dualidades.

Ir/Ficar. Pensar/Agir. Juntar/Separar. Escrever/Apagar. Ler/Fechar. Acrescentar/Dividir. Saudável/Doente. Bom/Ruim. Choro/Riso. Luz/Sombra. Vida/Morte. (...)/(.). (?)/(!).

E agora? Agora/Depois?

Agora!

"_ Como viver sem as duas faces do universo?"

Sem a morte não existiria vida. Aliás, sem a morte a vida não teria começo.

E a tristeza, o poeta dizia: "Tristeza não tem fim. Felicidade sim." A felicidade vem e traz junto a tristeza. Às vezes a tristeza se adianta abrindo espaço para a felicidade. Por vezes é o inverso. "(Contrários...)"

"_ A luz sempre produz sombras". Conexões dispersas interdependentes, produzindo visões múltiplas, duais.

"É errando que se aprende (ou a continuar errando ou a acertar)!".

Ah, insconstâncias. Invisíveis, dispersas, distantes aconchegam-se ocupando o maior espaço possível como gotas de água na terra seca. Não é possível viver sem elas.

Ela acorda. Sai do canto. Vai dormir.

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