segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Amor tem cor?


Amizade, amor, saúde, educação, laços profissionais, respeito têm cor? A resposta é obvia: NÃO. Os relacionamentos que mantemos na sociedade não são motivados pela cor, ao menos é isto que notamos ao seguirmos os parâmetros legais da sociedade em meio ao pluralismo do nosso país. Entretanto, a verdade predominante para certos indivíduos é que as relações sociais são determinadas pela cor.


A este respeito, Giselda Nicolelis em “Amor não tem cor”, livro infanto-juvenil publicado em 2002, aborda assuntos polêmicos e de pouca repercussão na mídia de modo emocionante com a história de amor de Marijane e Deusdado. Os assuntos tratados mantêm um elo entre si, um dá subsidio para o outro acontecer, são o autopreconceito, o racismo e adoção de crianças afrodescendentes.

Portando linguagem clara, de simples assimilação, a autora põe em cena a temática por meio de um narrador onisciente e dos diálogos travados entre as personagens da história. A narrativa desde o título nos coloca em uma posição reflexiva, numa espécie de espera angustiante pelo desenrolar do enredo e o fim que este terá.

Conhecemos nas primeiras páginas Marijane e seu esposo Jeferson casados há um tempo e sem nenhum filho. E isto é o que passa a tirar o sono de Marijane após uma conversa com o seu chefe Dr. Otávio: a falta de um filho. Assim, decide conversar com o esposo a respeito de adotar uma criança recebendo dele a condição de aceitar “ter um filho” com as características: menina, branca, de olhos azuis, loira e bebê. Acaso não encontrassem nenhuma criança com estes caracteres não haveria adoção.

Para surpresa do casal, quando são encaminhados ao abrigo para conhecer a futura filha, Marijane é envolvida pelo brilho do olhar castanho de Deusdado e numa mistura de admiração e emoção, ela se apaixona pelo garoto de cabelos crespos e pele parda. Mas, e a menina de olhos azuis e loira? E o marido Jeferson, como lidar com a condição imposta por ele?

Situação complicada para Marijane resolver. E será que ela resolve? Qual a reação de Jeferson ao saber do amor súbito de sua esposa pelo menino? Como este enredo comovente terminará? Para saber é necessário se jogar na leitura deste exemplar destinado ao público jovem e deixar o amor de Marijane e Deusdado encher nossa vida de significado.

A narrativa nos permite por instantes parar para pensar nos milhares de crianças alojadas em abrigos à espera, por vezes utópica, de uma família. A situação ainda é mais difícil quando se trata de crianças acima de 6 anos de idade, afrodescendentes e quando possuem irmãos, pois a justiça não é a favor da separação destes, salvo em situação de risco entre os irmãos (violência, abuso).

No país estima-se que um milhão de crianças e adolescentes abrigados tem entre 8 e 12 anos de idade, são negros, 70% não tem família, mas só 30% estão aptos para a adoção. E as crianças bebês, brancas, loiras de olhos claros, como desejava Jeferson, correspondem à 1% da população de abrigados. Portanto, a procura por adoção nos gráficos pode até ser elevada, mas caminha na linha inversa à quantidade de crianças, visto que muitas crianças e adolescentes desejam uma família, contudo as famílias desejam um perfil único de criança ao qual não tocam todas as abrigadas.


Na mídia, ora por outra a temática de adoção surge dando enfoque aos artistas que adotam crianças afrodescendentes (Angelina Jolie, Madonna, fora do país; e Marcelo Antonny, Drica Moraes, no Brasil) ou como, atualmente, quando são levantadas outras questões em relação a este ato de amor, dedicação e respeito, a exemplo do caso de casais homossexuais terem o direito de adotar crianças. Mas isto é assunto para outro escrito. Por enquanto, vale ressaltar que a adoção é um modo sublime de amor ao próximo que pode ser efetuado por qualquer pessoa maior de idade, com situação financeira estável, emprego fixo e com idade superior a 16 anos em relação ao adotado.

Abraços.


Mais informações acesse: http://www.adocaobrasil.com.br

http://www.fnpeti.org.br/destaque/presidente-sanciona-a-nova-lei-nacional-de-adocao



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ui, que preguiça!

Andei pensando estes dias (Que maravilha! Prova de minha sanidade mental. Ainda não enlouqueci.) no comodismo, no ócio improdutivo que vivo atualmente.
Penso, mas diferente de períodos anteriores em que escrevia minhas reflexões, parei de exercitar a escrita. Logo a escrita, minha paixão!
Ando tão preguiçosa...
Hoje (09/11/10) passei por aqui e vi a quantidade de postagens dos blogs que sigo e fiquei com uma inveja enooooooorme. Pensei e logo decidi: Tchau preguiça. Deixe-me expressar meu amor pela escrita!
Trocando de assunto, relatarei uma experiência em sala de aula com alunos de 7ª série, 8º ano.
Dia 20 deste mês é comemorado o Dia Da Consciência Negra. Por isso, as escolas elaboram atividades para festejar tal dia. (As atividades deveriam ser o ano inteiro, afinal não é somente um dia que devemos refletir a respeito da pluralidade brasileira, das lutas, conquistas dos negros e de questões como preconceito ou sistema de cotas no país). Entretanto, há a preocupação maior nesta data.
Na sala de aula pedi aos estudantes um texto a respeito do entendimento do respectivo dia. A maioria me disse que não sabia o porquê, nem nunca tinha ouvido falar. Entristeci diante da situação e entendi mais uma vez que a educação no Brasil está indo pelo ralo, infelizmente.
Não é uma visão pessimista, é uma visão crítica-realista de uma professora cansada de ouvir o Governo Fereral, deputados, governadores e toda a corja de políticos dizer que a educação brasileira melhora a cada dia. Não, não melhora.
Os estudantes, no ano passado, ouviram falar e até realizaram atividades do Dia da Consciência Negra, mas não se lembram porque o assunto tratado é desinteressante para eles, aliás a escola só lhes é interessante pelo fato de ser um espaço considerado de "lazer", onde encontram amigos e namorados.
Perdoem-me o desabafo é que meu estoque de motivação necessita urgentemente ser reposto. Alguém aí tem carga sobrando?

Bjs
Até o próximo post (espero que seja logo!).

terça-feira, 29 de junho de 2010


Quem conhece Abelardo e Heloise? E as características em comum do relacionamento vivido entre os dois com os romances do período do Romantismo? Neste pequeno texto esboço algumas considerações a respeito deste assunto: o amor real com a ficção dos românticos.

Espero que apreciem!



Na França do século XII, período em que os intelectuais não podiam se render ao amor sensual, um casal vive uma intensa paixão. São Abelardo e Heloise, o maior filósofo da França e uma linda jovem rica de 17 anos, sobrinha do clérigo Fulbert. Os dois se conhecem quando Abelardo é contratado para ser o tutor de Heloise, sendo, por que meio das aulas ambos se apaixonam e começam a viver um amor proibido para a época, pois Abelardo havia feito votos de castidade. Entretanto, isto não os impediu de viver a paixão a ponto de o clérigo Fulbert descobrir o romance e trancar Heloise em casa, período em que ela descobre estar grávida de Abelardo. Assim, ela é levada pelo amante para a cidade onde ele nasceu com o objetivo de ter o filho com segurança. Abelardo permanece na França lecionando e após um longo tempo visita Heloise e casa-se com ela contra o conhecimento do tio Fulbert. Ao saber do ocorrido, o tio de Heloise, desejoso de vingança contrata capangas e manda castrar Abelardo. Assim, o filósofo se vê obrigado a desistir do amor por Heloise tornando-se padre sendo acompanhado por ela ao entrar para o convento. Porém, o amor não cessa e os amantes passam a escrever um ao outro cartas carregadas de declarações amorosas. A ligação entre os dois permaneceu pós-túmulo, pois, Abelardo e Heloise foram enterrados lado a lado.

Nesta bela e apaixonante narrativa é possível encontrar marcas fortes do movimento literário intitulado Romantismo no que concerne, não somente à história de amor proibido – ponto chave nos romances históricos como Romeu e Julieta ou Helena e Páris -, mas também, os detalhes do período literário como a concretização do amor somente após a morte ou o escapismo do amor pela religião ou ainda, o fato de viver um amor suprimido e por ele sofrer revoluções de espírito.

Desse modo, no filme “Em nome de Deus”, isto é, na história de Abelardo e Heloise, percebe-se a característica da morte como único meio possível para viver o amor quando a moça apaixonada, já vestindo o hábito por certo tempo, pede para quando ele falecer que ela possa, novamente, se deitar na cama dele, no qual recebe de resposta um sim. Nota-se, assim, a forte presença romântica no aspecto de conduzir o amor eterno para o pós-túmulo, única alternativa para amar livre de empecilhos, característica presente nas poesias do movimento literário como “Partida” de Soares de Passos.


"Mas se as flores dos campos voltarem
Sem que eu volte co’as flores da vida,
Chora aquelle que em tumba esquecida
Dorme ao longe seu longo dormir;
E cada ano que o sopro do outono
Desfolhar a verdura do olmeiro,
Lembra-te inda do adeus derradeiro,
D’este adeus que te disse ao partir!" (Partida, Soares de Passos)


Há, também, um paralelo em contraste no filme e no Romantismo no que se refere à exaltação da nobreza do herói. No filme, Abelardo não abandona Heloise pela filosofia, nem abandona a filosofia por Heloise, assim, compreende-se que o homem romântico é nobre em cumprir com seus compromissos, neste caso, a profissão e o amor por uma mulher. Do mesmo modo, tanto Abelardo e Heloise, ao tornarem-se religiosos se respeitam mutuamente, conservando o amor somente por palavras e olhares. No Romantismo português, pode-se citar o romance de Alexandre Herculano como exemplo de nobreza: “Eurico, o presbítero” que privado de se casar com sua amada Hermengarda, prefere seguir o caminho da religião (escapismo) e ao estar com a amada nos braços não foge ao juramento de manter-se longe dos prazeres mundanos, das paixões, como a que sentia pela mulher em seus braços.

Neste ínterim, é plausível destacar também outra marca do Romantismo apresentada no filme: o escapismo para a religião. Abelardo é privado de amar Heloise, e, além disso, considera a paixão vivida até então como erro e por isso fora castigado, então, resolve tornar-se padre solicitando que a esposa também fuja para a religião. A obra já citada, “Eurico, o presbítero”, apresenta tal caractere romântico quando o herói Eurico entrega-se à religião após ser privado de casar com Hermengarda.

(Mais sobre o romance histórico em

http://pt.wikipedia.org/wiki/Eurico,_o_Presb%C3%ADtero)


Por fim, delineadas as proposições acerca do Romantismo português e o filme “Em nome de Deus”, é plausível considerar a produção cinematográfica uma peça fundamental para a análise do movimento literário, com suas concepções de amor eterno na pós-morte, do escapismo para a religião quando há privações amorosas e também, para caracterizar o herói romântico nobre de coração.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ENEL 2010...Eu vou e você?



Este é o momento para mostrar que a Cultura Popular não pode ser deixada de lado em função de uma "globalização" opressora.

sábado, 24 de abril de 2010

Riacho de Santana, 22/04/2010 20:55 hs


Eu sei... Eu sei... Já entendi! Eu sei de tudo isso!
O ideal seria se eu pudesse escrever só quando desejo, sem a pretensão de escrever para agradar alguém: Fulano ou Sicrano.
Bem que, se formos observar o mundo, o sistema que somos obrigados a seguir perceberemos que estamos rodeados de "determinações" sociais (alguns conhecem por convenções) para agradar um alguém. Sempre estamos fazendo algo por alguém. Qual o sentido da gentileza?! elogiar alguém para agradá-lo. Deixá-lo engrandecido, envaidecido, feliz por ser reconhecido em suas qualidades.
Tudo bem! Não me entenda mal...elogios são uma ma-ra-vi-lha!!! Alguns, inclusive, até são sinceros...Mas, mesmo assim, você tende a direcioná-los para alguém, ou seja, estás a fazer algo para agradar alguém.
Os autoelogios também são para um outro, pois, a imagem que reflete no espelho é uma construção do que esperam de como você seja. "Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim." (Álvaro de Campos - heterônimo de Fernando Pessoa).
Então, você está feliz como é?! ÓTIMO!! Mas, você, querendo ou não, é uma construção da sociedade. Eu sou, porque você não seria?!
Como assim? Não me entende?! Pare e reflita! Ou melhor, pare e entre num mar de perguntas, incessantes, inúmeras, pertubadoras...e, então você poderá compreender o mundo, o sistema em que estamos e aí das duas alternativas você vai seguir; ou se torna um revolucionário aloucado e frustrado, ou se adapta a este mundo fazendo vez por outra uma ou duas revoluções nem que sejam umas perguntinhas de vez em quando ou um bilhetinho como esse.

Abraços apertadíssimos... Aguardo resposta... Conversar com você é sempre um grande prazer!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010




AMADO, Jorge. Gabriela, cravo e canela. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Lindiane Cardoso
UNEB - Campus VI

Jorge Amado, conceituado autor baiano, nasceu em Ferradas, distrito de Itabuna no ano de 1912. Filho de um coronel e uma distinta dona-de-casa estudou direito na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, sendo que seu despontamento para o mundo das letras tenha iniciado como jornalista no "Diário da Bahia". Grandioso escritor nato lança seu primeiro livro, "O País do Carnaval", no ano de 1931, mesmo ano de ingresso na faculdade entre os primeiros colocados. Conhece durante sua vida garndes nomes da literatura nacional e internacional, da música, arte e da política brasileira e internacional. Em 1958, após ser preso pela ditadura devido ao fato dos seus livros apresentarem "conteúdo subversivo", Jorge lança o magnífico "Gabriela, cravo e canela" traduzido em 32 línguas espalhadas no mundo inteiro.
O livro é uma crônica da cidade de Ilhéus em pleno desenvolvimento na época da explosão cacaueira, onde inúmeros fatos ocorrem como brigas políticas efervescentes, emboscadas de jagunços, calorosas discussões no bar Vesúvio e o inusitado amor de Gabriela pelo árabe Nacib. O texto de Jorge Amado é dividido em quatro capítulos longos intermediados por poesias destinadas aos personagens centrais dos capítulos.
O primeiro capítulo compõe o cenário de Ilhéus, a transformação da cidade do cacau a partir do aparecimento das primeiras lavouras do fruto, o crescimento econômico, a explosão populacional, o surgimento de espaços antes vistos somente nas capitais, a inovação abarcando a cidade do Sul Baiano e o choque dos costumes tradicionais com as novidades. E, por meio deste ambiente de mudanças conhecemos o "forasteiro" exportador Mundinho Falcão, vindo do Rio de Janeiro objetivando vender o cacau para cos comerciantes e a proveitando o local para esquecer uma paixão. Além disso, o exportador possui características de empreenderdor e assim, foi conduzido pelo desenvolvimneto de Ilhéus a se envolver com a política, causando uma revolução e brigas com o "dono da terra": Coronel Ramiro Bastos, um dos primeiros desbravadores de Ilhéus por quem a população mantinha intensa admiração e respeito servil.
No segundo momento da narrativa, eis que surge a mulata cor de canela e cheiro de cravo: Gabriela. Recrutada no "mercado de escravos" para trabalhar como conzinheira, a sertaneja não encanta a ninguém no primeiro instante, pois a poeira do caminho percorrido até Ilhéus escondia sua cor sedutora e seu cheiro envolvente. Contudo, a beleza da ingênua Gabriela não tarda a encantar, principalmente a população de senhores ilheenses.
O capítulo terceiro é o recorte em que Jorge Amado nos paresenta os primeiros atos ilícitos praticados em função da política local e os sentimentos confusos de Nacib em relação à Gabriela.: os ciúmes excessivos cada vez mais frequentes devido aos olhares e gracejos dos homens da cidade; o êxtase inesperado ao vê-la chegar arrastando as chinelas trazendo a marmita do almoço; os devaneios da "sesta" após almoçar a comida temperada por ela. Por tudo isso, o árabe, dono do bar Vesúvio, que não desejava ter esposa, resolve casar-se com Gabriela, apesar da condição dela de "cozinheira, mulata, sem família, sem cabaço e encontrada no mercado de escravos", sendo deste modo que Gabriela torna-se a Sra Saad.
Assim, no quarto capítulo encontramos compondo rol das senhoras ilheenses casadas, Gabriela Saad que começa a viver momentos bastante diferentes do seu real modo de viver. Os vestidos de chita foram trocados pelos de fazenda, a flor no cabelo pelas jóias, os chinelos pelos sapatos de salto, sua ida ao Vesúvio levar a marmita de Nacib fora proibida, bem como o trabalhos domésticos, uma vez que seu esposo contratara uma mocinha para desenvolver tal serviço deixando somente o tempero ser preparado por Gabriela.
Entretanto, o quarto e último capítulo não se resume a contar os infortúnios da Sra Saad, mas também os fatos políticos, as rusgas entre os candidatos à prefeitura de Ilhéus que resultaram em tentativa de assassinato; dos escafandristas que vieram trabalhar na barra para construir um porto; da morte do Coronel Ramiro Bastos; da separação de Gabriela do árabe Nacib; da chegada e partida de um cozinheiro francês; do retorno de Gabriela à casa de Nacib na condição de cozinheira e de um acontecimento visto pela primeira vez em Ilhéus: a condenação de um coronel do cacau por haver assassinado a esposa adúltera e o amante desta.
O livro de Jorge Amado, apesar da grande quantidade de páginas é de leitura fácil, prazerosa podendo ser apreciado por qualquer leitor, haja vista a liberdade existente para a degustação de variadas literaturas desde que despertem interesse. "A crônica de uma cidade do interior" pode também ser utilizada por estudiosos com fins de pesquisa, pois apresenta trechos históricos pertinetes à vida da década de 20 no interior que perpassa a cultura mantida pelos ternos de reis, de pastorinha, dos presépios, do costumes de "esquentar sol" na praça, de respeito aos idosos, das conversas gostosas no fim de tarde, das fofocas no pátio da igreja, das deliciosas palavras interioranas, enfim, da tradição população que não existe nas grandes cidades.
Então, reafirmando a premissa, o romance "Gabriela, cravo e canela" está a disposição de quem desejar saboreá-lo sendo Jorge Amado o mestre-cuca responsável por dar tanto sabor à obra.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Com direito de reclamar!


Quer saber...Tô extremamente chateada com uma situação trágica que aconteceu comigo!!!
Costumo passear pelas bibliotecas (duas: a da facu e a da minha cidade//a de Paula, de vez em quando...rsrs), garimpando livros interessantes ao primeiro contato. Foi deste jeito particular de escolher uma leitura que descobri muitos livros legais, marcantes, GOSTOSOS!

Dia desses na biblio da facu andava como quem não quer nada, sem uma procura determinada, tocando, folheando, provando, enfim, tendo um contato com os livros. Andei pela prateleira de Literatura Portuguesa, Brasileira (vi Clarice!) e Estrangeira e...achei o que queria, o que inconscientemente desejava! "O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA" de GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ. Já havia lido dois títulos dele e amei a escrita meio fantasiosa, confusa e clara ao mesmo tempo sem cair na ficção tão fictícia (pelo menos para mim). Por isso, peguei e exemplar da prateleira e resolvi levar para ler em casa nos meus ócios adoráveis...
Comecei a devorá-lo com calma, receio de ter uma grande expectativa e depois me decepcionar. Lia antes de dormir (adoro o silêncio da madrugada! Para ler, então, maravilhoso!), na faculdade quando não tinh
a nada de interessante para fazer, na espera por algo, lia com gosto, prazer, pois não foi indicado por professores, não tinha que escrever nada sobre ele, não precisava falar com ninguém sobre e estava adorando lê-lo!
Mas, eis que uma trágica tragédia ( redundância proposital) nos aguardava...
Numa bela noite outonal esqueci de renovar a licença para permanecer com o livro. Na noite seguinte quando fui com este objetivo na biblioteca fui informada que estava em atraso e, portanto deveria devolvê-lo. É, tristeza! Porém, contudo, entretanto, DEVOLVI! Perguntei à funcionária se no outro dia poderia levá-lo novamente e ela respondeu "SIM"!
OBA! OBA! OBA!
Como fiquei na cidade onde a facu está instalada naquele dia para um compromisso na manhã seguinte, logo que saí do encontro resolvi passar na biblioteca para pegar o livro novamente. Qual surpresa a minha: NÃO ENCONTREI O LIVRO NA PRATELEIRA! Que chato! Alguém já deve ter pego emprestado! _ Pensei... NÃO!_ Fui conferir com a funcionária se estava emprestado...mais uma surpresa: NÃO ESTAVA! Então, ONDE ESTAVA?!
Procuramos no local onde deveria estar e NADA! Nas prateleiras seguintes e NADA! Voltei durante a noite e NADA! No outro dia e NADA! Insisti até ontem em investigar com os olhos outras seções da biblioteca na ESPERANÇA de encontrá-lo. Mas, NADA!!!
"Tristeza, por favor, vá embora! Minha alma que chora está vendo o meu fim![...] Fez do meu coração a sua moradia. Já é demais o meu penar. Quero voltar àquela vida de alegria. Quero de novo cantar".
Até tentei suprir a falta de "O AMOR NOS TEMPOS DO CÓ
LERA" com "O PAÍS DO CARNAVAL" de Jorge Amado (muito diferente da primeira leitura, mas Jorge me cativou com sua escrita em "GABRIELA, CRAVO E CANELA" que pensei...só pensei que iria esquecer do OUTRO), mas não adiantou...parei antes da metade! Quem sabe outra vez?! Ontem, perdi as ESPERANÇAS, mesmo depois de ver uma esperança (o inseto) em meu caminho! Então, novamente, busquei outro livro que me apaixonasse à primeira vista. E...ACHEI! Fiquei contente! Uma nova leitura (também muito diferente de Gabriel Garcia Márquez), contudo bem instigante. Fiquei curiosa e levei o livro "A GLORIOSA FAMÍLIA: O TEMPO DOS FLAMENGOS" de PEPETELA. Ainda estou degustando-o, quando terminar, talvez, escreva algo sobre ele...se der vontade! Se não der e você ficar curiosa(o) procure para ler e tire suas impressões!



Com todo direito de reclamar
Lindy.



sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sem "um pingo" de vontade de escrever, pois para "chover" não é necessário vontade!


Escrevo...
Vontade de escrever não tenho
Assim escrevo
Sem vontade
Sem novidade
Sem saudade
Sem caridade
Sem maldade
Escrevo...
Escrever é ócio
Escrever é luz
Escrever é dor
Escrever é amor
Escrever é manifesto
Escrever é mistério (Clarice está aí para comprovar!)
Escrever é um profundo e intenso viver!
Vidas...
Escritas...
Se mesclam...confundem...uma é outra...a outra é uma...
Os silêncios são viver!
As palavras silenciosas edificam um viver!
Viver sem escrever...impossível...
Não se espante em meus silêncios edifico minha escrita...
Ou vida...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

Hoje os olhares estão voltados para nós. Somos destaque nos discursos proferidos em casa, no trabalho, na escola, na mídia, enfim, por todas as pessoas com que deparamos por aí nas nossas idas e vindas. Sendo assim, faço jus ao momento e posto hoje um belíssimo texto de Luiz Fernando Veríssimo, exaltando a candura do ser "MULHER".
Espero que, assim como as mulheres assassinadas numa fábrica de tecidos do dia 08 de março de 1800 e alguma coisa (sou péssima pa decorar datas!), as mártires deste dia, estejamos sempre prontas para lutar por nossos direitos, diante de tudo e qualquer um que deseje nos derrubar, pois somos as únicas que conseguer fazer tudo que um homem faz sem descer do salto!!! Rsrsrs...


~~~~>Mulheres... (Luis Fernando Veríssimo)<~~~~

Certo dia, parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.

Pare para refletir sobre o sexto sentido. Alguém duvida de que ele exista?

E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você? E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?

E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque ‘vai fazer frio’. Você não leva. O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!

“Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa poça...”

Se você não levar o ‘sapato extra’, meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...

O sexto sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus! Assim é muito fácil...

As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si. Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal? E não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.

Fala-se em ‘praga de mãe’, ‘amor de mãe’, ‘coração de mãe’... Tudo isso é meio mágico... Talvez Ele tenha instalado o dispositivo ‘coração de mãe’ nos ‘anjos da guarda’ de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).

As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam? Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens... É choro feminino. É choro de mulher...

Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma a outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos...

Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens! E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.

En-fei-ti-çam! E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas? Para estudar os homens, é claro! Embora algumas disfarcem e estudem Exatas...

Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era ‘um continente obscuro’.

Quer evidência maior do que essa? Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é assim. O amor as leva para perto dele, já que Ele é o próprio amor.

Por isso dizem ‘estar nas nuvens’, quando apaixonadas.

É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida. Pena que eles nunca verão as mulheres – anjos que têm ao lado. Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo – amor.

É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam. Algumas até voam. Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam.

Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa hora...


FONTE: Blog de marceloramos:Entre amigos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dissertação: ô "trem" bom de escrever!!!


Cansada de ouvir em todos os cantos onde me apresento que “Dissertar é uma tarefa difícil!”, resolvi postar um modelo básico utilizado por vários autores da área para a escrita cobrada nas escolas, vestibulares e ENEM, a fim de desmistificar o caráter de complicado do texto dissertativo argumentativo.

OBS.: O modelo apresentado não é de minha autoria, já o vi em vários manuais de redação e resolvi utilizá-lo por ser o molde que sigo em meus textos.

O esquema é fácil de ser seguido: pergunta-se ao tema – Por quê? E a partir das respostas é possível escrever a dissertação.

Vejam este exemplo. Segui todos os passos e... assim, a dissertação ficou pronta sem dificuldade.



TEMA: A MORADIA É UMA NECESSIDADE ESSENCIAL AOS SERES HUMANOS.




POR QUÊ?

Recorre a fundamentos que expliquem a idéia central do texto;

Auxilia na sistematização da composição do texto;



· Direito assegurado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, ECA e outros documentos para a constituição familiar;

· Protege contra os agentes naturais do tempo, ataques de animais ou violências dos seres humanos;

· Para a realização das atividades biológicas inerentes ao comportamento dos seres humanos;

· Referência domiciliar para envio de correspondências, aquisição de emprego, etc, que torna o indivíduo cidadão;



É evidente a fundamental importância da moradia para o ser humano, porque dispõe os mecanismos básicos de proteção física e moral de cada indivíduo, por exemplo, protegê-los do perigo, agentes naturais do tempo e também garantir a cidadania. Além de ser essencial à vida humana de forma particular, ela também é importante para a vida em sociedade, de tal forma que se constitui em direito de todo cidadão.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante o direito à propriedade, seja ela privada ou coletiva. Direito abrangente disposto na Constituição Brasileira e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o que justifica a pertinência de uma habitação para a integridade do homem nas diversas fases da vida, principalmente, no tocante à formação familiar.

Em relação à família, a moradia representa papel fundamental na educação das crianças e adolescentes, na aquisição de responsabilidades aos jovens, na fortaleza para os adultos e idosos. Ela, em todas as instâncias, corresponde à proteção, ao cuidado dos familiares entre si, ao carinho e amor presentes em um lar.

Contudo, ainda existem no Brasil indivíduos privados do direito de ter um abrigo, carentes da proteção física e moral. São inúmeras pessoas vagando pelas ruas, morando embaixo de viadutos, ocupando os espaços considerados inabitáveis, mas visto a escassez de opções, se recolhem nesses ambientes e ali constroem seu lar.

Diante dessa situação, nos deparamos com o paradoxo presente no mundo inteiro: as disparidades em relação aos direitos assegurados por documentos em favor do cidadão e a carência de moradias dignas para a constituição familiar. Urge, portanto, alternativas que viabilizem a eficácia dessa segurança, quer seja na construção e distribuição de casas populares com eficiência e menos burocracia, quer seja na doação de lotes e materiais de construção para famílias carentes. Pois, assim como as informações da certidão de nascimento, RG, CPF e demais documentos básicos, são fundamentais para tornar um indivíduo reconhecido na sua cidade, escola, emprego, no país, a moradia também é a garantia de estar presente, poder ser ouvido, ser visto na sociedade.






Postem comentários...Aguardo as opiniões de vcs...elas me ajudam a crescer e aperfeiçoar minha escrita.


Bjs