terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Só um oi!!!!


Oi.

Quando não se tem nada para fazer, o que fazer?

Fazer o quê?

Escrever! Escrever já é um fazer!

Um bem fazer à mente, à memória, ao equilíbrio, à paciência.

Fazer bem à vida, ao viver!

Viver de quê?

Viver de escrever!


Então, o que acha de iniciar desde já?!


Dá para começar aos pouquinhos, escrevendo aqui e ali, respondendo umas perguntinhas de criança, ou imaginando algumas respostas mirabolantes, inesperadas. Dá para relatar o dia, um filme assistido, um trecho da novela, uma carta para um amigo distante seja em distância territorial ou sentimental. Dá para escrever, qualquer coisa, é só tentar...começar...e logo você terá um texto, simplório, restrito, ínfimo, mas com muitas marcas suas. Marcas de amor, de ousadia, de segurança.


Vamos lá!!!!


Abçs e beijos.....

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Clarice Lispector, eterna diva!

Olá.

Coincidências existem, isto é fato! Numa destas fui posta frente à frente com Clarice. Encontramo-nos. Admirei-a deste o primeiro instante! O delinear dos seus olhos aprisionou-me. Seus mistérios me envolveram, não com o pernicioso intuito de desvendá-los, e, sim de preservá-los. Seu pulsante e indecifrável amor-paixão pela escrita me cativa e, de modo bastante pretensioso, porém sincero, conduz meu escrever sem medo, destituído de amarras, quando e onde quero, no silêncio do meu ser ou no barulho do meu viver.


Neste post, trago para vocês um recorte do texto-mo
ntagem "Que mistérios tem Clarice?" de Renato Cordeiro Gomes disponível no livro "Clarice Lispector: seleta" da Coleção Brasil Moço, editado pela Livraria José Olympio Editora, datado de 1975.


Clarice não gostava de ceder entrevistas. Neste texto há a conversa informal, Clarice esta em volta dos seus filhos e de suas letras, pois a máquina de escrever não sai do colo. Por coincidência encontrei, por curiosidade li, por amor às palavras da diva reescrevo-as:





"Recebo de vez em quando carta perguntando-me se sou russa ou brasileira, e me rodeiam de mitos. Vou esclarecer de uma vez por todas: [...]nasci na Ucrânia, terra de meus pais.[...] Cheguei ao Brasil com apenas dois meses de idade. Sou brasileira naturalizada, quando, por uma questão de meses, poderia ser brasileira nata. Fiz da língua portuguesa minha vida interior, o meu pensamento mais íntimo, usei-a para palavras de amor. Comecei a escrever pequenos contos logo que me alfabetizaram, e escrevi-os em português, é claro. Criei-me em Recife, e acho que viver no Nordeste ou Norte do Brasil é viver mais intensamente e de perto a verdadeira vida brasileira que lá, no interior, não recebe influência de costumes de outros países. [...] Quanto a meus rr enrolados, estilo francês, quando falo, e que me dão um ar de estrangeira, trata-se apenas de um defeito de dicção [...]. Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. [...] Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca. E nasci para escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que segui. Talvez porque para as outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que vou escrever, é como se fosse a primeira vez. cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que chamo de viver e escrever. Quanto a meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. [...] Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. [...]
Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é o meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nehuma garantia.
Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou de encontro ao que se espera. [...]".


O texto-montagem na íntegra encontra-se no livro citado que, além, das revelações da assumida mulher misteriosa Clarice Lispector, contém contos e respectivas análises.


Abçs...Lindy Cardoso!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

20 de novembro: Dia da Consciência Negra

Antes de qualquer alusão a respeito deste dia, reflitamos:























  • Consciência...
  • Negritude...
  • Consciência Negra...
Em nosso país, consciência e suas derivações são termos amplamente utilizados, principalmente, quando o assunto em voga é meio-ambiente, educação ou cidadania. Frases feitas ou jargões são comuns ao passo que a proposta de soluções para os debates seja: "Conscientizar a população, os pais, as crianças...". Então, logo notamos que consciência é tomar ciência, conhecimento de algo e este algo instigar respeito, defesa ou revolução.

Vista por este viés, Consciência Negra é o adquirir ciência da negritude, não só por parte dos negros, mas também, do povo brasileiro mestiçado, misturado, pluralizado. Negritude que está presente nas nossas raízes de povo brasileiro, exclusivo no universo, pois em nunhum país há tanta riqueza cultural proveniente de outras riquezas culturais como no nosso Brasil.

A Consciência Negra é envolver-se na negritude assumindo as características extrínsecas (estéticas) e intrínsecas (sapiência); é orgulhar-se das raízes, dos ancestrais; é repudiar os preconceitos combatendo-os por meio de atitudes não-violentas e sim de atitudes que demonstrem a identidade negra, já que o que mais incomoda aos invejosos é a nossa auto-estima, o nosso amor pela vida, a resistência frente às opressões, a luta diante dos caminhos tortuosos. Portanto, ser consciente da negritude é manter-se fiel à sua identidade negra, não permitindo inferiorizações, uma vez que "alguém somente sofre preconceitos se acaso permiti-los"!


Abraços


Lindiane Cardoso

segunda-feira, 26 de outubro de 2009



Você precisa ter sonhos,

Para que possa se levantar, todas as vezes que cair.
Acreditar que a toda hora,
Acontecerá coisas boas e mudar o rumo da sua vida.
Você precisa ter sonhos grandes e pequenos,
Os pequenos são as felicidades mais rápidas,
Os grandes lhe darão força para suportar o fracasso dos sonhos pequenos.
Você tem que regar os teus sonhos todos os dias,
Assim como se rega uma planta para que cresça...
Você precisa dizer sempre a você mesmo: -Vou conseguir! -vou superar! -vou chegar no meu sonho!
Fazendo isso, você estará cultivando sua luz,
A luz de sempre ter esperanças,
Que nunca poderá se apagar,
Pois ela é a imagem que você pode passar para as outras pessoas.
É através dessa luz que todos vão lhe admirar,
Acreditar em você e te seguir.


Autor desconhecido.

Presente no orkut de Paula Laranjeira, a dona do blog: http://pesponteando.blogspot.com!!!!


Visitem e conheçam-na!!!!



Bjos

Lindy

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Poesia: onde o mundo é perfeito...


Sonho de uma flauta de O Teatro Mágico


Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mas as vezes né doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Hum... E o mundo é perfeito
Hum... E o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito

Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Sei que incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Briga que aparece pra trazer sorriso

Tem riso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem a sede que morre no seio
Nota que fermata quando desafino

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar

Mas sonho parece verdade Quando a gente esquece de acordar E o dia parece metade Quando a gente acorda e esquece de levantar E o mundo é perfeito E o mundo é perfeito E o mundo é perfeito...



A poesia em cada palavra...E o mundo é perfeito!!!




sábado, 10 de outubro de 2009

Inerte pelo egoísmo!

Um tempo longe das letras...
Das letras do meu viver...
Escrevo quando dá vontade...
Mas, tempo suficiente para postá-las não tenho!
É o egoísmo dele...
É por causa dele...
Meu tempo, ultimamente, é só pra ele...
Ô Bendito!!!
Minhas letras...meu amores...
Agora...ele consome...
Ô EGOÍSTA:




Projeto de Pesquisa!!!



Precisa comentar, não!!!! Ele é muito egoísta, não vai me permitir ler seu comentário!!!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mensurável?



Como se mede o conhecimento de uma pessoa?

Com pesos?
Réguas?
Q.I.?
Aparência?
Status social?
Etnia?
Localização no espaço?
E o que é inteligência?
Desde quando se é inteligente?
Quem pode ser inteligente?
Quem inventou tudo isso?



A dúvida da resposta. A pergunta certeira.

Conhecimento não tem medida! Nem é mensurável, nem inacabado.


"Só sei que nada sei". Frase de Sócrates.



Brindemos com o vinho do nosso conhecimento! Tim-Tim!!!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Acordo e não quero levantar. Dos sonhos, jamais, quero despertar!




















"Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar. O dia parece metade quando a gente acorda e esquece de levantar."
O Teatro Mágico

Existe idade "ideal" para sonhar? Sonhar de olho aberto. Sorrir como criança fantasiando maravilhas, gostosuras, encantos. Fugir do mundo real por instantes e viver de fantasia, de utopias, de possibilidades através do pensamento positivo.

Para alguém como eu, sonhar não tem idade. Assim como acreditar em estrela cadente deslizando pelo céu, fugindo no infinito, no infinito dos sonhos.

Respirar fundo...sorrir...chorar... respirar fundo...coração palpitar...sorrir..chorar...

Parar de escrever, porque senão vou chorar!

Hoje escrever está me doendo. Doendo no peito. Dentro do peito. Lá, naquele orgão denominado coração!

Eu sonho todos os dias. Se não fossem os sonhos eu estaria perdida. Isolada, vazia. Quem não sonha deve ser vazio. Vive no vácuo. Porque quem tem um pouquinho, só, de amor, sonha. Amor por qualquer coisa: objeto, pessoa, animal, natureza, etc. E sonhar não é o mesmo que prever.

Sonho e previsão são diferentes. Previsão pode não acontecer. Sonho sempre acontece. Previsão é aguardada para o amanhã. Sonho é para quando der, quando puder, quiser. Previsão tem expectativa, ansiedade. Sonho tem esperança, paciência. Prefiro sonhar do que prever. Não gosto de esperar, por isso me lanço ao sonhar...e sonhar...e sonhar! Até quando meu mundo acabar!





Nunca se afaste de seus sonhos.Porque se eles forem, você continuará vivendo, mas terá deixado de existir. (Mark Twain - pseudônimo de Samuel Langhorne: escritor norte-americano).


Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos. (Shakespeare: poeta e dramaturgo inglês).

Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente. (Chico Xavier: médium).




~~~>Contribua, comente e acrescente sua impressão sobre os sonhos...


Obrigada!



Lindy




















sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O texto de uma boa nota!!!

Baobá sagrado contendo túmulo de griots (Reserva Bandia, Senegal).


BENJAMIN, Walter. Considerações sobre a obra de Nicolai Leskov. In: BENJAMIN, Walter. Magia, técnica, arte e política: ensaios sobre a literatura e a história da cultura. 7ªed. São Paulo: Brasiliense, 1994.





A narrativa, forma artesanal de perpetuação da memória, caminha para a extinção conforme aborda Walter Benjamin no artigo: “Considerações sobre a obra de Nicolai Leskov”. As hipóteses da previsão benjaminiana são as mortes ocorridas no seio das narrativas, ligadas aos elementos que a configuram e constituíram-na durante os séculos imortalizando ricas histórias.

Inicialmente, Benjamin traça apreciações sobre o narrador e suas experiências. Este elemento essencial à narrativa aparece em um pólo distante de nós e que se distancia cada vez mais pelo fato de não aparecer em sua atualidade viva. Contudo, o narrador necessita das suas experiências de vida para efetivar o corpus da narrativa. Ele não está vivo na narrativa, mas, suas impressões digitais, sim.

Há, segundo o autor, dois tipos de narradores: o camponês sedentário e o marinheiro comerciante; o primeiro compõe o estilo conservador primando pelo legado autóctone, as tradições e histórias da sua terra; ao passo que o segundo, pelo caráter de viajante, acrescenta às narrativas as imagens construídas durante suas viagens, os recortes de outras culturas. Benjamin assinala que ambos são de essencial importância para a fortificação da narrativa, apesar da distinção entre os dois.

Cabe salientar que, a vitalidade da narrativa encontra-se na convergência entre o narrador conservador e o narrador viajante porque os dois anexam na narrativa a sabedoria resguardada na memória, emergente das reminiscências dos narradores através, principalmente, da oralidade que definha a partir do nascimento do romance. Momento paradoxal: nasce o romance, morre a narrativa. É a 1ª morte do peculiar modo artesanal de contar histórias.

A narrativa carrega em seu cerne os relatos dos ouvintes e do narrador; possui dimensão utilitária servindo como ensinamento moral, religioso, sugestivo; é capaz de fortalecer conhecimentos, tradições, memórias. Em contrapartida, o romance apresenta-se distante do autor, do público. Benjamin ressalta que o romancista ao escrever isola-se, vive apartado da vida, relata fatos e experiências de outrem, histórias reais ou fictícias sem conter traços das suas ações.

O florescimento dessa nova forma de registrar fatos, sua difusão e permanência, consolidou-se no meio burguês graças ao advento da imprensa que, acarretou também o surgimento de outro modo influente de comunicação tão nocivo para a narrativa quanto o romance: a informação. Conforme Benjamin, ela propaga imediatismos compreensíveis, em outras palavras, a informação é rápida, hermética, verossímil e explicável.

O conflito entre informação e narrativa se situa na fidelidade que a primeira oferece ao publico enquanto a segunda forma de comunicação recorre ao fantástico imaginativo; a informação é instantânea e conclusa, sua apropriação e permanência é passageira, visto que é carregada de explicações tornando-a assimilável em pouco tempo. Já a narrativa é tecida a cada vez que é contada, não suporta explicações, o leitor/ouvinte dispõe de liberdade para compreendê-la como preferir. A disparidade informação/narrativa intensifica-se com a hegemonia do imediatismo ocasionando a segunda morte da técnica manual de comunicação, enfatizada por Benjamin.

A terceira morte da arte de narrar, decorre da idéia de conservação e prestígio da memória. Walter Benjamin ressalta que, durante a Idade Média o morrer era um episódio público, os indivíduos experientes, veteranos narradores, fiéis ao ofício eram acompanhados nos últimos anos de sua vida, pois sua riqueza deveria ser perpassada para os herdeiros mais jovens: a memória. Com o surgimento e fortalecimento da informação, bem como dos registros romanescos distantes, a narrativa declina porque a memória, elemento crucial desta arte, perde-se na formalização escrita, na agilidade de informações, na desvalorização das experiências de vida.

A memória é de fato a deusa da narrativa, em companhia dela o narrador não caminha sozinho entre suas narrações, existem ligações dos acontecimentos vividos em outras épocas, relatados por outras pessoas, habitados nos ouvintes. Benjamin diz que “quem escuta uma história está em companhia do narrador; mesmo quem lê partilha dessa companhia. [...]”, o romance não permite tal aproximação; autor e leitor são dois solitários, encontram-se e permanecem no vácuo, antes, durante e depois da produção do romance.

Em suma, a narrativa apresenta-se como forma artesanal de comunicação pelo seu caráter de possibilitar a impressão da marca do narrador na sua construção, assim como inserir o olhar do ouvinte/leitor, aprofundar conhecimentos, guiar caminhos, preparar para a vida. O narrador ao expor suas ações vividas na narrativa figura como sábio aconselhando, ensinando de maneira significativa e profunda, sem explicações demasiadas, a grandeza e relevância da vida.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Instrução não é o mesmo que boa educação!

Amigos, o texto a seguir é um desabafo escrito em uma ocasião de nervosismo extremo. Tive a graça de estar com caderno e caneta na mão para poder refletir minha angústia no papel ao invés de praticar um ato violento. Façam isso de vez em quando ou, então, encham a boca de água, contem até 1000 e recontem mais de uma vez, mas não extrapolem porque é indigno de um ser humano agir como animal resolvendo os problemas com agressividade.

Dia 19/08/2009

Taí algo que eu abomino: FALTA DE EDUCAÇÃO ou GENTE MAL EDUCADA!
A referência não está ligada a pessoas carentes que por tristeza ou alegria do destino não tiveram a possibilidade, o mérito de uma educação escolarizada, e sim àqueles indigentes que não conhecem o significado da palavra RESPEITO! Pior que isso é que não valorizam esta qualidade construída passo a passo na caminhada da vida.
Estou nervosa, eu sei! Deve ser por isso que as palavras demoram para sair, para cair do pensamento, escorrer pelo meu sangue e esparramar na tinta da caneta. E deva ser por isso também que elas saiam desconcertantes, equivocadas e até mesmo com erros ortográficos!

Até me falta o ar! Dá uma vontade de brigar! Oh, mas tenho que me segura porque discussões desse tipo não levam a lugar algum, pelo menos nenhum bom lugar. Elas nos direcionam para os caminhos obscuros.
Tenho que respirar fundo para não fazer bobagem. Ainda bem que tenho o sucesso de ter uma caneta em mãos neste momento, de deter o dom de escrever, de utilizar esta habilidade para aliviar dores, reforçar amores e descarregar inconformismos (como este!).
Por que é tão difícil para alguns indivíduos bestializados, idiotas, fúteis, (#%&@!*#), compreender o valor do outro? Valorizar suas qualidades, respeitar seu espaço de voz? Por quê?
O chato disso tudo é que sempre me icomodo com esse tipo de situação (isenta de pretensão)! Talvez diga isto porque o meu espaço não foi respeitado, minhas particularidades, fui ferida em meu íntimo.
Acho que já sei a resposta para o desrespeito por parte destes indivíduos: tais pessoas só enxergam o próprio umbigo, só reconhecem o próprio conhecimento, sentem-se os melhores diante de qualquer um em todas as situações, com mais compromisso, capacidade, competência.


~~> Meu furor estava no auge, durante esta escritura. Agora mais calma, consigo fazer uma análise e percebo os pontos, a força, as palavras angustiadas, doídas... bem é que não chorei. Terminei de escrever, aliviada, sorri! Mostrando para essas pessoas que eu imponho MEU RESPEITO! Ninguém tem maior capacidade que outrem e sim particularidades! Por isso, instrução não é o mesmo que boa educação!

Espero que tenham entendido este texto!

Abçs.

Lindy.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Perguntas....

Inspirada em Clarice Lispector, no primeiros filósofos (No caso os primeiros hominídeos que ao perceberem a capacidade de emitir sons e com eles formar palavras, iniciaram - não sei quando - a indagar) e em um professor que sempre questina: "Qual o seu problema?" (Risos), para nos orientar como proceder para iniciar uma pesquisa, começo, neste post, a perguntar!!!!
Minhas perguntas estão bem distantes de serem como a de Clarice, pois nas perguntas da grande "gênia" introspectiva da Literatura Brasileira, apesar de denotarem simplicidade, não eram pueris. Assim como ela mesma dizia: "Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho." Trabalho árduo, por sinal. Então, minhas indagações não serão, jamais, como as de Clarice. Além disso, suas perguntas não tinham respostas óbvias, mesmo as comprovadas cientificamente, já que a "mestra", questionava com os olhos voltados para o interior de cada um, ou seja, as verdades das interrogações da nossa vida estão dentro de cada um de nós esperando para serem descobertas. Já as minhas questões, tem respostas! Óbvias!!! Só não enxerga àqueles consumidos pela "cegueira branca" ou que não tem o poder do conhecimento, principalmente, o crítico!
Também, não indago como os grandes filósofos (ó! quem me dera!). Eles interrogavam e não esperavam as respostas chegarem prontas. Investigavam, buscavam até encontrar as suas verdades e ainda assim deixaram a pergunta: "O que é a verdade?", debatida até hoje, na contemporaneidade. Pergunto, busco (às vezes), mas paro de questionar na primeira resposta. É o comodismo. Afff.....problema!!!!
E, questionar como meu professor? Hummmm....como ele também não! Sabe por que? Por que meu professor é um homem que lê muito, é um leitor proeficiente, faz intertextualidades, intratextualidades e questiona a cada leitura que faz! Eu?! Nem passo perto!!! Leio pouco e faço poucas perguntas!
Enfim, lá vão minhas perguntas! Inclusive, bem parecidas e com verdades evidentes!

Por que certa emissora de televisão (a mais assistida), faz tanto alarde com a morte de uma criança num condomínio de luxo, indo à casa onde houve o assassinato fazer entrevista com a mãe da menina, e não faz o mesmo lá na favela com mãe que perde um, dois, ou mais filhos mortos por bala perdida ou por um desses policiais que matam porque achavam que a pessoa era do tráfico?

Por que ao falecer a menina jogada do prédio pelo próprio pai, houve tanta balbúrdia, e na mesma semana quando aconteceu o assassinato de dois meninos pela mãe, não fizeram o mesmo?

Por que a mídia é assim?

Por que eu ainda assisto isso?

Oh, o que pensar?

Escrevendo isso agora fiquei pensando: respostas há, será que um dia vão prevalecer?
E me ocorreu outra questão, que me deixou assustada: Será que alguém da tal emissora vai descobrir este texto e me processar?

Vixe!!!Fiquei com medo!!!!Mas, aí o jeito vai ser apelar para os defensores públicos e seja o que Deus quiser!!!!

Bjos para vocês que leem este simplório blog!!!!

Lindy

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um pouco de literatura popular!!!!


Diz aí que tipo de literatura popular é essa? Que nome recebe?
Eu adoooooroooo!!!! E vc?!
Não sou uma expert nesse campo, então, crio umas duas rimas e aí saiu isso:

Machado de Assis: o "autor-caramujo"
Joaquim Maria Machado de Assis
Nasceu no morro: Morro do Livramento
Nasceu o menino pobre, doente e mulato;
Nasceu um grande gênio do pensamento.
Filho de um pintor e uma lavadeira
Cresceu em meio ao sofrimento.
Dez anos de idade tinha
Quando morre sua mãe querida
Anos mais tarde morre o pai
Ficando órfão na vida
Encontra na madrasta Maria Inês
Amor, cuidado e guarida.

Vendia doces com a madrasta
E, não frequentava a escola
Trabalhar era o único meio
Para não pedir esmola
Conviveu com os preconceitos
Cresceu sem livros e sem bola.

Na casa da madrinha rica
Conheceu a vida da corte intelectual
A partir daí não mediu esforços
Para ser consagrado mestre genial
Trabalhando como caixeiro e tipógrafo
Machado galgou a vida social.

Entretanto, nada foi fácil
Para nosso ilustre autor
Até tornar-se reconhecido
Necessitou de coragem e muito labor
Exerceu muitas profissões:
Jornalista, cronista e revisor.

Conviveu com as teorias racistas
Do branco tido como superior
Machado como homem mulato
Ironizou a sociedade de horror
Deixava inscrito nas entrelinhas a crítica
Ao preconceito pelos homens “ de cor”.

Machado tinha um intuito:
Denunciar a escravidão
Seus contos, poesias e crônicas
Eram a favor da abolição
Escrevia para leitores atentos
Pois, redigia textos de reflexão.

No início da carreira
Para poder escrever
Utilizava de pseudônimos
Para burlar a censura e o poder
Era tomado por branco
Para a profissão exercer.

O autor-caramujo morre
Deixando para nós um presente
Sua arte em prosa ou poesia
Que tanto orgulha nossa gente
É conhecido no mundo inteiro
O nosso autor afro-descendente

Em 2008, 100 anos de morte
Os brasileiros comemoraram
Dos seus feitos , ricas obras
E, vida diplomática relembraram
Será que a origem humilde e sua cor
Neste momento enfatizaram?
E aí, conhecem esse cara? Esse autor-caramujo?
Espero que tenham gostado das rimas. Poderiam me ajudar a enriquecê-las postando aqui mais algumas.
Bjs...
Lindy!!!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009




Escrever é difícil?


Veja o q alguns autores dizem a respeito da experiência da escrita:


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada. " (Clarice Lispector)


"Para mim o ato de escrever é muito difícil e penoso, tenho sempre que corrigir e reescrever várias vezes. Basta dizer, como exemplo que escrevi 1100 páginas datilografadas para fazer um romance, no qual aproveitei pouco mais de 300." (Fernando Sabino)


"A coisa principia difícil, você hesita, escreve besteira, não faz mal. De repente você percebe que, corretamente ou penosamente (isto depende da pessoa), você está dizendo coisas acertadas, inventando belezas, forças, etc." (Mario de Andrade em carta a Fernando Sabino)


O escrever depende do que pretende-se escrever. Para escrever no meu diário minhas simples palavras, até mesmo desorganizadas, bastam. Para escrever um trabalho da faculdade tenho que ter cuidado com o conteúdo, senão posso fugir ao assunto.
Gosto de escrever. Escrever com liberdade. Escrever, assim como dizia Clarice Lispector, sem a preocupação de que meus escritos vão ou não mudar alguém ou algum pensamento. Assim, "Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro... " (Clarice Lispector).

Agora, deixem suas respostas para a pergunta inicial.
Bj.
Lindy.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

As LETRAS e EU






Oi pessoal! Obrigada por visitar meu blog. Sou iniciante nessa prática e fico muito contente em poder compartilhar alguns textos com vocês através das postagens. Inicialmente, venho com a intenção de trabalhar mais um pouco a minha escrita. O blog: As LETRAS e EU, irá conter textos meus, de outros autores conceituados ou não, com o intuito de explicitar a relação mágica existente entre as letras e o mundo, com as pessoas em particular, com os estudantes de Letras, com os autores da Literatura Brasileira, com os professores de Língua Portuguesa, enfim, com todos os indivíduos comprometidos com as LETRAS.



Beijos.



P.S. Deixem seus comentários a cada visita. OBRIGADA!