sábado, 24 de abril de 2010

Riacho de Santana, 22/04/2010 20:55 hs


Eu sei... Eu sei... Já entendi! Eu sei de tudo isso!
O ideal seria se eu pudesse escrever só quando desejo, sem a pretensão de escrever para agradar alguém: Fulano ou Sicrano.
Bem que, se formos observar o mundo, o sistema que somos obrigados a seguir perceberemos que estamos rodeados de "determinações" sociais (alguns conhecem por convenções) para agradar um alguém. Sempre estamos fazendo algo por alguém. Qual o sentido da gentileza?! elogiar alguém para agradá-lo. Deixá-lo engrandecido, envaidecido, feliz por ser reconhecido em suas qualidades.
Tudo bem! Não me entenda mal...elogios são uma ma-ra-vi-lha!!! Alguns, inclusive, até são sinceros...Mas, mesmo assim, você tende a direcioná-los para alguém, ou seja, estás a fazer algo para agradar alguém.
Os autoelogios também são para um outro, pois, a imagem que reflete no espelho é uma construção do que esperam de como você seja. "Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim." (Álvaro de Campos - heterônimo de Fernando Pessoa).
Então, você está feliz como é?! ÓTIMO!! Mas, você, querendo ou não, é uma construção da sociedade. Eu sou, porque você não seria?!
Como assim? Não me entende?! Pare e reflita! Ou melhor, pare e entre num mar de perguntas, incessantes, inúmeras, pertubadoras...e, então você poderá compreender o mundo, o sistema em que estamos e aí das duas alternativas você vai seguir; ou se torna um revolucionário aloucado e frustrado, ou se adapta a este mundo fazendo vez por outra uma ou duas revoluções nem que sejam umas perguntinhas de vez em quando ou um bilhetinho como esse.

Abraços apertadíssimos... Aguardo resposta... Conversar com você é sempre um grande prazer!!!

3 comentários:

Clédson Miranda disse...

Olá, querida Linddy!

Que texto provocativo, garota! Eu refir o meu trajeto existencial nesses últimos 20 anos e percebi o quanto mudei... de adolescente intelectual revoltado com o sistema ao mais completo anarquista e alienado homem-dentro-da-sua-própria-casca... eis como me percebo!

Criei um governo próprio... O Estado? A minha vontade! O teritório? Pérola Azul, a minha aconchegante casa! O presidente? Eu! As leis? O meu desejo! A manutenção? A força do meu labor! Revolução? Só se for das abelhas, formigas, minhocas e lesmas do meu jardim!

Abraços ternos, amiga... e valeu pela "futucada"!

Clédson

Lindy disse...

De nada!!! Estamos aqui para isso: PROVOCAR de vez em qdo!!!

Abçs...

Acácia Rivelly Fernandes disse...

"Eu sei ... eu sei...Já sei de tudo isso!
Bom, você diz que sabe tudo e nos faz pensar que não sabemos nada a respeito de nós mesmos... Você instigou-nos a pensar, refletir quem somos, e o que pensamos realmente de tudo...
Excelentes futucadas, instigadas... Mostre mais as suas intrigas escrevendo-nos..
Beijos...