quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O caos na educação brasileira




Existe um aforismo que diz: "É de pequenino que se torce o pepino", mas nossos "pequeninos" estão crescendo e estimulados a ficarem "tortos", mal-educados, mal-informados tornando-se "grandinhos" afásicos, pseudo-cidadãos. Onde está o problema? De quem é a culpa? O que fazer?

Assim como dizia Raul Seixas: "Perguntas são apenas palavras no fun
do não dizem nada". Não adianta perguntar-julgar-responder, o problema não se concentra nestes limiares e sim, na ação do homem. Buscar os agentes causadores dos males, seus efeitos destruidores não é suficiente para resolver o problema da má educação no país. É preciso voltar o olhar para as vítimas, retirar os óculos da hipocrisia e enxergar quem mais sofre com a educação ruim: as classes carentes.

As atitudes a serem tomadas não são tão práticas como rezam as teorias político-pedagógicas espalhadas pelos manuais em livrarias do país. As salas de aula são superlotadas de alunos com histórias de vida diferentes, famílias distanciadas da escola, dos filhos, (principalmente nas escolas públicas) em suma de contradições apregoadas pelos teóricos em ed
ucação.

Não necessitamos de teoria e sim de ações. As reivindicações de milhares de docentes não reside, somente, no fato de baixos salários, mas, principalmente de melhorias no âmbito interno, dentro da sala de aula. Modificar a lei e diminiuir a quantidade de alunos por sala é uma iniciativa, pois, com isso o aprendizado de ambos - professor e aluno - seria, efetivo, na medida que, com menos estudantes o educador tem maior eficácia na apresentação de conteúdos pela fala, das atividades escritas, enfim, ele consegue ser mais aten
cioso e calmo com seus "pequeninos".

Neste ínterim, reforça-se a ideia de agir no problema de dentro para fora. Escutar os educadores - interventores na transformação do modelo educacional - e, também, vítimas já que vivem a realidade escolar, é ação urgente. As mudanças somente ocorrem quando ouvimos e nos colocamos no lugar de quem sofre determinado problema.



4 comentários:

Acácia Fernandes disse...

Lindiane Cardoso, você tornou-se uma escritora profissional!!! Esse texto seu é excelente...mande-o pra uma revista não só aqui não.Adorei o texto continue assim, escrevendo e lutando por caqusas nobres. beijos

Paula: pesponteando disse...

É muito bom as palavras de quem realmente entende na teoria e na prática dessa problemática...compartilho de suas angustias...Temaos teoricos demais ditando as regras. Pessoas que só estudam, só obseervam tais relidades e depois vem querendo dizer q modificar é fácil...blábláblá...Gosto de ouvir quem experimenta realemnte, teorizar sobre o assunto...Parabéns miga..já estava senindo falta de algo novo por aqui...

Rogério Soares disse...

Muito bom Lindy, excelente texto. Creio que o problema, no entanto, seja mais profundo, porém reversível. Ele reside em nosso atraso histórico em não privilegiar a educação em nossas vidas. Pense comigo, a mãe quer penalizar o filho, o que ela faz? ameaça tirar o seu vídeo game e o empurra para os livros ou para tarefa de casa ( a criança cresce achando que a leitura, a educação é um castigo). Ela (a mãe) é incapaz de se sentar com ele (o filho), ler um livro, assistir um filme, passear, etc. etc. O que isso nos diz? Que sem a participação da família na educação das crianças a escola pode fazer pouco, muito pouco mesmo.

Você é uma pessoa iluminada. Creio que ainda ouvirei muito falar de você no futuro. Seu blog, pode contribuir muito para o debate sobre a educação. Continue escrevendo... Parabéns...

Lindy Cardoso disse...

Obrigada pelos comentários. Fico lisongeada com os elogios e ganho mais ânimo para lutar em prol de uma educação de qualidade.