segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mais um cordel...

Olá. Mais um cordelzinho...
Este cordel foi alterado. Leia o original na página do Jornal Mundo Jovem: http://www.pucrs.br/mj/poema-cordel-11.php
O primeiro escrito foi utilizado numa gincana escolar. Este segundo, mais aperfeiçoado, num trabalho da universidade. Ambos foram expostos em trabalhos grupais, o que justifica o texto escrito na primeira pessoa do plural, mesmo sendo de autoria exclusiva.

Não esqueçam de comentar...Bjs

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Brasil: ontem, hoje e amanhã

(Lindiane Cardoso)


Senhoras e senhores, eis agora nossa apresentação:
Um cordel escrito na atualidade
Com efeitos do passado, alegrias e sofrimentos.
Queremos mostrar nossa brasilidade
Para um futuro próximo, promissor
Puro, livre de toda maldade.

Ontem, os europeus aqui chegaram
Com a intenção de colonizar.
Mas, quando viram tantas riquezas:
Índios, pau-brasil, ouro, começaram a explorar.
Roubaram, mataram nossa gente e terra.
E conseguiram, por muito tempo, nos aprisionar.

Negligências são inúmeras.
Melancolias causadas pela escravidão
Dos indígenas brasileiros e negros africanos.
Sofrimento, dor, lágrimas ao chão.
Para mudar eles renitiram
Usando mente, força e coração.

Conseguiram assinar documentos e leis,
Entretanto, a escravidão persistiu.
Quantos negros, mulheres, indígenas e outros
O preconceito na pele sentiu?
Já perdemos a conta de tanta intolerância.
Mas, espere aí... isso aí, a lei não proibiu?

É, tudo nesse país é proibido,
Inclusive usurpar da população,
Não só dinheiro, mas também,
A liberdade de expressão
Pela qual passou e passa
Representantes do povão.

Devemos tomar cuidado!
Alguém pode estar a nos vigiar.
Se por acaso falamos demais
Esses tempos podem voltar
E aí não teremos como

Este simples cordel terminar


Este é o passado da nossa história:
Absurdos como preconceito, exploração.
Nossa gente amargurada, sofredora
Com fome, desemprego, ilusão.
É triste ter essa certeza
Pela qual passou nossa nação.

Hoje, presenciamos intolerância e ambição.
Assistimos todos os dias só gente morrer:
Desnutrida, assassinada, doente, indignada.
Responda a pergunta: o correto é deixar o rio correr?
Não, não é. Enquanto houver sol, existirá esperança.
Será que é muito? Chega de sujeira. Só queremos viver.

Este Brasil que temos está cheio
De corrupção, desmatamento, violência.
Não é este o país que queremos.
Temos que usar nossa consciência
Para mudar a realidade brasileira.
Vamos com força vamos com renitência.

Não podemos aceitar
Que continuem assim:
Queimadas, nepotismo, roubos
Predominando o “só para mim”.
Vamos lá, incansáveis, renitentes
Queremos ter outro fim.

As queimadas só favorecem
Os fazendeiros milionários
Que limpando seus pastos
Não são nada solidários,
“Que se danem as florestas!”
Assim pensam, esses mercenários.

Ah, e alguns “poderosos políticos”
Com a ganância ultrapassando o coração.
Roubam do povo o emprego,
A saúde, dignidade, educação.
Sem falar do nepotismo
Muito praticado no interiorzão.

Contudo, caros conterrâneos

Busquemos nossa brasilidade

Somos um país com problemas

Assim como outros, não é verdade?!

Tudo bem, temos defeitos, erros

Mas veja nem tudo é infelicidade.


A nossa gente é única

Onde já se viu tanta mistura

São europeus, asiáticos, africanos

Israelenses, indígenas, cada figura!

Isso só nos favorece

Deixando mais rica nossa cultura.


Os brasileiros tem características

Grandiosas, dignas de louvação:

Solidariedade, sabedoria, amor,

Inteligência, alegria de montão;

E isso tudo mesmo diante

De intensa submissão.


Temos muitas tristezas

Mazelas para chorar.

Porém, não podemos

Nossos olhos fechar

Diante toda beleza

Desse povo singular.


Vamos exaltar o Brasil!
Ele não é só um país sem igual.
Nossas indignações são a garantia

De um país livre do mal.
Busquemos as glórias, alegrias
Cantemos nossa identidade nacional.



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